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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A menina dos fósforos


Este conto era um dos meus preferidos quando criança, mas já havia muito que eu não o lia... acho que vale a pena partilhar!


"Estava tanto frio! A neve não parava de cair e a noite aproximava-se. Aquela era a última noite de Dezembro, véspera do dia de Ano Novo. Perdida no meio do frio intenso e da escuridão, uma pobre rapariguinha seguia pela rua fora, com a cabeça descoberta e os pés descalços. É certo que ao sair de casa trazia um par de chinelos, mas não duraram muito tempo, porque eram uns chinelos que já tinham pertencido à mãe, e ficavam-lhe tão grandes, que a menina os perdeu quando teve de atravessar a rua a correr para fugir de um trem. Um dos chinelos desapareceu no meio da neve, e o outro foi apanhado por um garoto que o levou, pensando fazer dele um berço para a irmã mais nova brincar.

Por isso, a rapariguinha seguia com os pés descalços e já roxos de frio; levava no avental uma quantidade de fósforos, e estendia um maço deles a toda a gente que passava, apregoando: — Quem compra fósforos bons e baratos? — Mas o dia tinha-lhe corrido mal. Ninguém comprara os fósforos, e, portanto, ela ainda não conseguira ganhar um tostão. Sentia fome e frio, e estava com a cara pálida e as faces encovadas. Pobre rapariguinha! Os flocos de neve caíam-lhe sobre os cabelos compridos e loiros, que se encaracolavam graciosamente em volta do pescoço magrinho; mas ela nem pensava nos seus cabelos encaracolados. Através das janelas, as luzes vivas e o cheiro da carne assada chegavam à rua, porque era véspera de Ano Novo. Nisso, sim, é que ela pensava.

Sentou-se no chão e encolheu-se no canto de um portal. Sentia cada vez mais frio, mas não tinha coragem de voltar para casa, porque não vendera um único maço de fósforos, e não podia apresentar nem uma moeda, e o pai era capaz de lhe bater. E afinal, em casa também não havia calor. A família morava numa água-furtada, e o vento metia-se pelos buracos das telhas, apesar de terem tapado com farrapos e palha as fendas maiores. Tinha as mãos quase paralisadas com o frio. Ah, como o calorzinho de um fósforo aceso lhe faria bem! Se ela tirasse um, um só, do maço, e o acendesse na parede para aquecer os dedos! Pegou num fósforo e: Fcht!, a chama espirrou e o fósforo começou a arder! Parecia a chama quente e viva de uma candeia, quando a menina a tapou com a mão. Mas, que luz era aquela? A menina julgou que estava sentada em frente de um fogão de sala cheio de ferros rendilhados, com um guarda-fogo de cobre reluzente. O lume ardia com uma chama tão intensa, e dava um calor tão bom! Mas, o que se passava? A menina estendia já os pés para se aquecer, quando a chama se apagou e o fogão desapareceu. E viu que estava sentada sobre a neve, com a ponta do fósforo queimado na mão.

Riscou outro fósforo, que se acendeu e brilhou, e o lugar em que a luz batia na parede tornou-se transparente como tule. E a rapariguinha viu o interior de uma sala de jantar onde a mesa estava coberta por uma toalha branca, resplandecente de loiças finas, e mesmo no meio da mesa havia um ganso assado, com recheio de ameixas e puré de batata, que fumegava, espalhando um cheiro apetitoso. Mas, que surpresa e que alegria! De repente, o ganso saltou da travessa e rolou para o chão, com o garfo e a faca espetados nas costas, até junto da rapariguinha. O fósforo apagou-se, e a pobre menina só viu na sua frente a parede negra e fria.

E acendeu um terceiro fósforo. Imediatamente se encontrou ajoelhada debaixo de uma enorme árvore de Natal. Era ainda maior e mais rica do que outra que tinha visto no último Natal, através da porta envidraçada, em casa de um rico comerciante. Milhares de velinhas ardiam nos ramos verdes, e figuras de todas as cores, como as que enfeitam as montras das lojas, pareciam sorrir para ela. A menina levantou ambas as mãos para a árvore, mas o fósforo apagou-se, e todas as velas de Natal começaram a subir, a subir, e ela percebeu então que eram apenas as estrelas a brilhar no céu. Uma estrela maior do que as outras desceu em direcção à terra, deixando atrás de si um comprido rasto de luz.

«Foi alguém que morreu», pensou para consigo a menina; porque a avó, a única pessoa que tinha sido boa para ela, mas que já não era viva, dizia-lhe muita vez: «Quando vires uma estrela cadente, é uma alma que vai a caminho do céu.»

Esfregou ainda mais outro fósforo na parede: fez-se uma grande luz, e no meio apareceu a avó, de pé, com uma expressão muito suave, cheia de felicidade!

— Avó! — gritou a menina — leva-me contigo! Quando este fósforo se apagar, eu sei que já não estarás aqui. Vais desaparecer como o fogão de sala, como o ganso assado, e como a árvore de Natal, tão linda.

Riscou imediatamente o punhado de fósforos que restava daquele maço, porque queria que a avó continuasse junto dela, e os fósforos espalharam em redor uma luz tão brilhante como se fosse dia. Nunca a avó lhe parecera tão alta nem tão bonita. Tomou a neta nos braços e, soltando os pés da terra, no meio daquele resplendor, voaram ambas tão alto, tão alto, que já não podiam sentir frio, nem fome, nem desgostos, porque tinham chegado ao reino de Deus.

Mas ali, naquele canto, junto do portal, quando rompeu a manhã gelada, estava caída uma rapariguinha, com as faces roxas, um sorriso nos lábios… mor ta de frio, na última noite do ano. O dia de Ano Novo nasceu, indiferente ao pequenino cadáver, que ainda tinha no regaço um punhado de fósforos. — Coitadinha, parece que tentou aquecer-se! — exclamou alguém. Mas nunca ninguém soube quantas coisas lindas a menina viu à luz dos fósforos, nem o brilho com que entrou, na companhia da avó, no Ano Novo."

Hans Christian Andersen

Os melhores contos de Andersen

Editora Verbo, s/d

http://nonio.eses.pt/contos/andersen.htm consultem este site para verem a história e verem algumas ilustrações, depois têm actividades engraçadas, sobretudo para meninos do 1.º e 2.º ciclo.





Dedo entalado... infecção na certa :(



O meu piolho, Tiago, não me dá tréguas... eu já me prometi tirar um curso de primeiros socorros, pois este menino dá-me mesmo muitos cabelos brancos!

A história? A de sempre! Fez segunda-feira, dia 7, uma semana que o Tiago resolveu entalar-se na porta do elevador. Resultado? Uma grande gritaria, um dedo bastante inchado... passado uns dias começou a ficar bastante vermelho e a ganhar pûs por baixo da unha. Pensei logo: esta unha já foi! Mas pior, começou mesmo a ficar com um aspecto bastante mau. Preocupada, tá claro. Durante o fim de semana colocamos o dedo em água morna com sal para vermos se conseguiamos que a infecção começasse a sair cá para fora... e aos poucos lá ia amolecendo a zona da crosta e o pûs começou a sair.

Hoje, levei-o para o colégio e avisei as auxiliares do facto. O bom do colégio onde o Tiago anda é que têm um enfermeiro permanentemente... e soube que ele hoje teve de fazer um penso, após ter desinfectado o dedo e ter colocado uma pomada para ajudar a unha a cair e a infecção melhorar.

Não há emenda possível, a não ser bastante "Ioga" por parte dos pais, para não stressar... ainda hoje de manhã, prestes a sair de casa, já todos arranjadinhos, lá vem o Tiago a correr nem Norte, embate na Rita e esta cai desamparada e bate com a cabeça na porta da cozinha...

haja muita paciência :) e sangue frio!



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Costurar...

em sei que tenho andado desaparecida... mas por uma boa razão!


Passo a explicar: decidi aprender a costurar! Sim, quem me conhece, nesta altura já deve ter trocido o nariz, mas é verdade. Claro, que decidi aprender com o objectivo de fazer umas coisas... mas não é algo que pretenda continuar a fazer (estou com os dedos todos picados dos alfinetes e até me custa a escrever). Esta brincadeira surge pelo motivo de querer fazer umas cabeceiras para duas camas que tenho em Castelo de Vide. Estas camas, do Ikea, têm uma cabeceira de ferro inox e considero que estão desajustadas para a casa (tradicional e bastante rústica).. como não gostava de ver aquilo assim, comprei uns tecidos, muni-me da máquina Singer da minha sogra e também do livro de instruções e lá fui eu! Não vos conto as aventuras (não saía daqui hoje...). Eu tenho um terrível defeito... DETESTO ... ler instruções, seja lá do que for. Ou olho para a máquina e percebo à primeira ou então está o caldo entornado... ora, para quem nunca tinha visto uma máquina de cozer à frente, estão a ver a coisa...


Mas não correu mal... sempre me considerei multifacetada e teimosa... por isso ontem estive até às 2 da manhã a cozer e está tudo pronto. Excepto os remates... Este fim de semana vou a Castelo de Vide (aproveitar a festa do castanheiro em Marvão) e tiro umas fotos para verem a "obra de arte".


Agora deixo-vos a última da minha filhota Rita.


Um dia desta semana, quando chegamos a casa pûs o filme do Nemo na televisão para os entreter (R. e T.)  um pouco enquanto cozinhava o jantar. Às tantas o jantar estava pronto e o filme ainda ía a meio. Disse-lhe que íamos jantar e que o nemo ía fazer a mesma coisa. Convenci-a e lá foi a correr para a cozinha, quando olhou para o prato e viu uma sopa de legumes.  Começou o pranto:


- Mamã não gosto dessa sopa. Não tem bolinhas (com alguma frequência acrescento à sopa de legumes umas bolinhas de massa ou mesmo letras).


Eu disse-lhe que não  tinha bolinhas em casa e que o Nemo também comia sopa igual aquela.


- Mamã tás'me a enganar. (já a chorar e furiosa). O nemo gosta de bolinhas e de .... e de... PIZZA!


Fiquei atónita. Pizza?? Onde é que ela foi buscar esta da Pizza? Em casa comeu uma vez... (em três anos)... Claro está, não tive resposta! Mas comeu a sopa toda!

:)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

lengalengas

Hoje recebi um email de uma amiga com um ficheiro em anexo com lengalengas muito engraçadas... como eu não sei como fazer para colocar no blog um link, ou seja lá o que for, para poderem ver este documento... a única solução será enviar, a quem quiser, por email.


beijinhos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Myers Briggs Test

ESTP - "Promotor". Action! When present, things begin to happen. Fiercely competitive. Entrepreneur. Often uses shock effect to get attention. Negotiator par excellence. 4.3% of total population.
Free Jung Personality Test (similar to Myers-Briggs/MBTI)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A psicologia do Guarda Chuva


Em pequenas gestos a verdadeira realidade... :)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Los Borrachos


"Los Borrachos", "The feast of Bacus" para os ingleses e porque não, Bacanal para nós :), é uma pintura de Diego Velázquez, 1629, que se pode ver no museu do Prado em Madrid. Esta tela mostra-nos Baco rodeado de "bebedolas" espanhóis, numa grande festa de amigos em honra do vinho.

3.º dia sem doces

Estou com uma disposição do "caraças"... tudo me enerva. Isto quase me faz lembrar a dependência do tabaco! Bolas!

Sou uma doçeira dependente!

Bjs

Ana

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O fim de uma saga

Hoje o meu menino foi ao dentista, com o pai, e soube agora que teve de arrancar o dente. Dito assim, parece que estou triste, mas não. Finalmente terminamos uma situação que estava a prolongar-se e de certa forma, eu sentia que o fim era inevitavelmente este que aconteceu hoje.
Passo a explicar: o T., com apenas 18 meses (Março /Abril de 2009, não sei precisar), caiu e partiu um dos dentes da frente, maxilar superior. Partiu o dente quase rente à gengiva. Na altura ficou uma polpa translúcida à vista, que no espaço de 2 dias ficou negra e com um cheiro mau. Levei-o ao dentista e ela disse-me que estava infectado e que tinha de tomar o Clavamox e que depois tinha de arrancar o dente. Assim foi, dei o antibiótico e esperamos uns dias até regressar ao dentista. Quando cheguei, pesamos o T. e ele tinha cerca de 11 kg (ela pediu à assistente para o pesar para ver a dose de anestesia que teria de ministrar para lhe poder extrair o dente). Em virtude de não ter 15 kg ela disse-me que não podia extrair o dente, mas que teria que o desvitalizar para que não acontecessem mais infecções. Bem dito, bem feito. Foi um procedimento horrível, tivemos de o enrolar num lençol e durante 30 minutos contorceu-se, gritou e esperneou. A dentista, no final disse-me que teria de lá voltar quando ele tivesse mais peso, para arrancarmos o dente ou, nos entretantos, caso ele tivesse de retocar a massa que ficou a tapar o canal.
Entretanto, no Verão foi à consulta de rotina no Pediatra e ela conselhou-nos a consultar um odontopediatra, que o viu em Setembro e nos orientou no sentido de não arrancar o dente, pois segundo ela, o dente ainda cumpria a função de manter o espaço em aberto para que a dentição não avançasse para o espaço que entretanto se criaria com a extracção do dente. Todavia, disse-nos que ao minimo sinal de infecção o dente teria de ser extraído.
Nesta segunda-feira, à noite na brincadeira o T. bateu com a boca no sofá e a massa que protegia o buraco caiu. O odor era horrivel.
Ainda tentei marcar consulta na odontopedriata que o tinha visto em setembro mas ela tinha a agenda cheia. Assim, tentei através de uma amiga, consulta num outro dentista. Fui ontem à consulta, mas ele disse-me que não faria nada contra vontade do T.
Ora, o T., com dois anos, não é propriamente colaborante no que respeita, ainda por cima em mexer na boca, quanto mais arrancar o dente. Como o dentista é contra métodos mais agressivos, tais como o método do lençol, aconselhou-me a ver um dentista que pudesse fazer uma anestesia consciente. Eles ficam atordoados e nem dão bem conta do que se passa.
Onde arranjar um dentista??... tentei novamente a minha sorte ontem ao fim do dia e consegui uma consulta na Odontopediatra, devido a uma desistência, hoje às 10h30.
Quando ela viu o dente não teve dúvidas que teria de ser arrancado. Segundo o papá, ele portou-se, dentro do possível, como um valente e a quantidade de pûs que saiu do dente foi impressionante.
De certa forma, sinto um alívio enorme por toda esta situação estar resolvida.
Desculpem o desabafo... hoje não há receitas.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O Pifo

Em jeito de desabafo, até porque há dias e dias e quase sempre os meus dias são cansativos. Passo a pormenorizar... as minhas duas crianças, o T. de 2 anos e a R. de 3 anos não são uns terrores, mas sim crianças com muita vida, muito aventureiras e como têm pouco diferença entre ambos, alinham quase sempre um com o outro nas brincadeiras, o que me faz perder a cabeça muitas das vezes.
Ontem foi um dia desses! Com o pai fora durante esta semana, a ideia era eles me ajudarem e colaborarem nas coisas mais básicas, tais como não se TRACAREM DENTRO DO CARRO, às 9 da noite e sem certezas de ter um duplicado da chave do carro em casa.
STRESSSSS...
A rotina é sempre a mesma, mas desta vez não correu bem. Quando cheguei ao carro, abri-o com o comando e abri a porta do pendura para as crianças entrarem. Não dei conta, mas quase de certeza que foi o T. que fechou por dentro o carro, e eu não me apercebi. Eu, por hábito, ponho sempre a mala e a chave do carro no assento do pendura. Quando acabei de os pôr nas cadeiras, fechei a porta e dirigi-me à minha porta, a do condutor... tarde demais, quando tentei abrir vi que tinha o carro trancado. Eram 21h00... o marido na Holanda... e possibilidade de ele ter o duplicado da chave com ele... o que é que eu pensei? Desculpem a expressão, mas... "estou Fxxxx".
Mas tudo correu bem, muita calma, pedi ajuda a um vizinho para ligar para o meu pai para ele me trazer uma chave da minha casa para eu ir buscar o duplicado da chave do carro, que felizmente, estava em casa. Assim, os pimpolhos que não se aperceberam de nada, inclusive a R. estava a de delirar por me ver fora do carro, e eles estiveram apenas meia hora fechados.
A partir de agora, chave do carro, só mesmo comigo!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tangerina

Sérgio Godinho - O Primeiro Gomo de Tangerina


Todos vieram
ver a menina
ao primeiro gomo de tangerina
menina atenta
não experimenta
sem primeiro
saber do cheiro
o sabor dos lábios
gestos sábios



Fruta esquisita
menina aflita
ao primeiro gomo
de tangerina amarga e doce
como se fosse
essa hora
em que chora
e depois dobra o riso
e assim faz seu juízo...


Precisa-se de inspiração para receita com tangerinas... alguém sugere?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mercado islâmico em Marvão

Eu vou lá estar... aguardem as fotos :)

Al Mossassa 2009, o mercado islâmico da vila alentejana de Marvão, tem início dia 2 de Outubro e termina a 5 do mesmo mês. Colóquios, música islâmica e artesanato da mesma cultura fazem a festa, que é partilhada com Badajoz, em Espanha.

Retirado do Café Portugal terça-feira, 22 de Setembro de 2009

De 21 a 27 de Setembro o festival islâmico Al Mossassa vive-se na cidade espanhola de Badajoz, que partilha este evento com Marvão. Bailarinas de dança oriental, berberes, artesanato e gastronomia islâmica mudam-se de Espanha para Portugal e assinalam, de 2 a 5 de Outubro, a fundação da vila alentejana por Ibn-Maruán.Do programa fazem ainda parte colóquios, ateliês de iniciação à dança oriental, danças com véu e percussão árabe. Pelas ruas a animação faz-se com tendas onde se serve chá e cachimbo de chicha. O cenário do mercado islâmico fica completo com videntes, encantadores de serpentes e tatuadores de henna.
Se quiserem o programa da festa posso enviar por email, é só pedir...

Castelo de Vide - Memórias judaicas



O texto foi retirado do site: http://www.cafeportugal.net/ (visitem este site... é delicioso)




Sara Pelicano terça-feira, 22 de Setembro de 2009


As fotos são minhas :) uma vez que a família paterna do meu marido é de Castelo de Vide e tenho o privilégio de poder passar inúmeros fins de semana e férias nesta encantadora Vila de Portugal. E mais... a casa que temos é mesmo junto à Sinagoga... :)


Histórias da inquisição e de uma das maiores comunidades judaicas do país. Em Castelo de Vide está o segundo maior conjunto de portas ogivais do mundo. Na vila alentejana revivem-se tradições que revelam o encontro de culturas. Percorremos as ruas íngremes, ao ritmo de um habitante, antigo autarca. Carolino Tapadejo é agora estudioso do passado da vila.

O casario branco vence a íngreme Serra de São Mamede, no Alentejo. No alto ergue-se o castelo mandado construir por D. Dinis, em 1180. As terras de vide ganharam, nesta altura, o nome de Castelo de Vide. Na manhã de final de Verão, o Sol espreita timidamente por entre as nuvens. No antigo rossio do século XVIII, começa o burburinho matinal, montam-se esplanadas, regressa-se da padaria com pão fresco. No ar, paira ainda o cheiro do orvalho de uma noite húmida. Temos hora marcada com um dos estudiosos da vila alentejana, no posto de turismo. Carolino Tapadejo foi presidente da autarquia na década de 80. Hoje, entre diversas ocupações, ocupa o tempo a estudar a presença judaica em Castelo de Vide.

Estamos no Rossio, local emblemático da vila, onde se celebram tradições que resultam da mescla de culturas, sobretudo cristã e judaica. «De facto. O Rossio era o centro, o local de feiras. Era o centro moderno a partir do século XVIII. Aqui se encontra a Câmara Municipal e a Igreja Matriz». O discurso de Carolino Tapadejo é feito com facilidade, pelo conhecimento profundo sobre a terra de que fala, e pela paixão. Actualmente chamada de Praça D. Pedro V, o espaço é cenário para diversas histórias. «Quando a Câmara foi construída, por cristãos-novos, estava aqui, em frente, uma pequena ermida do século XIV, a ermida da Devesa. A câmara era construída com mais volumetria e a Igreja não gostou. Este era, afinal, um espaço da Igreja. Assim, proibiram que a fachada do município, com uma imponente escadaria, viesse no sentido da ermida, obrigando que as escadas fossem tapadas por um muro. Além desta medida, destruíram a antiga ermida para construir a igreja de grandes proporções. Hoje a Igreja Matriz».


A Igreja Matriz está no centro do antigo rossio, rodeado por edifícios de fachada branca, onde se destacam, pela diferença, dois de granito. «Eram edifícios militares erguidos por famílias transmontanas, daí a utilização do granito, pouco característico aqui no Alentejo», explica Carolino para logo continuar a sua história. «O ponto alto de Castelo de Vide em festividades é a Páscoa, que resulta do encontro de culturas de que a vila é feita: a cristã e a dos judeus, convertidos ao cristianismo. Ainda se faz a bênção dos cordeiros. Na Páscoa, o Rossio enche-se de cordeiros que são benzidos pelo padre. Depois são vendidos e mortos de porta em porta. Na celebração das aleluias, o equivalente à vigília pascal, cada pessoa saca de um chocalho. Repare que estão perto de duas mil pessoas dentro da igreja e, talvez, duas mil a quatro mil na rua. Todos com um chocalho. É um momento de celebração para nós. Pedem-se desculpas pelos erros cometidos durante o ano. No domingo tem lugar uma procissão, organizada pelo município, que convida todas as organizações da terra. Estas levam os seus estandartes. É mais um cortejo do que uma procissão. O cortejo sai dos Paços do Concelho, passa pela igreja e convida o padre a participar. No regresso o padre celebra uma missa em honra do município».


A judiaria - Ruas empedradas escondem crenças

O discurso é entrecortado por «bons dias» dados a quem passa. Em terras pequenas todos se conhecem. Castelo de Vide conta com cerca de 3500 habitantes. A população é maioritariamente idosa, mais um exemplo do Portugal sem juventude. Deixamos a ampla Praça D. Pedro V e encetamos caminho para a judiaria. «A partir do século XIV os judeus começam a fixar-se aqui. Castelo de Vide tem um segundo maior conjunto de portas góticas do mundo, a seguir à cidade marroquina de Fez. Estamos a subir a rua de Santa Maria de Cima e deixamos a rua de Santa Maria de Baixo. De uma vez só vieram 123 famílias dos Açores para Castelo de Vide. No burgo medieval, os mais velhos ainda têm o sotaque açoriano. De outra vez chegaram a concentrar-se na Portagem, junto a Marvão, mil famílias que aguardavam entrada na vila».

Com a presença deste povo, Castelo de Vide ganhou contornos de vila urbana, por oposição às zonas mais rurais. Os judeus tinham profissões eminentemente urbanas, como sapateiro e ferreiro. A judiaria cresce em direcção ao Castelo. Ruas estreitas que guardam segredos de um povo que teve de esconder as suas crenças para fugir aos autos de fé da inquisição. Cruzes que camuflam símbolos judaicos, vasos de flor que dão frescura às ruas empedradas e rostos onde cada ruga parece revelar uma história, dão vida ao bairro judaico. «Castelo de Vide é um santuário para os judeus», retoma a conversa Carolino Tapadejo. Entramos no Castelo, também conhecido por burgo medieval. Aqui vivem perto de cem pessoas.

Parte das habitações está ainda muito degradada, mas a autarquia tem vindo a recuperar alguns edifícios, que ganharam novas funções, como espaços museológicos. «Nesta fase estão a ser recuperados estes casarios, chamados de quartéis. A Câmara vai fazer nestas 13 casas ateliês para artesãos. Vão ter aqui um espaço de trabalho, exposição e venda», conta o nosso guia por estas terras no Norte Alentejano.

Sinagoga - Mundo de memórias

Rua da Fonte. Na descida desde o Castelo por esta rua, deparamo-nos com a Fonte da Vila, monumento emblemático de Castelo de Vide que encerra em si, muitas das vivências judaicas. Antes de terminar a descida acentuada, uma paragem para visitar a sinagoga. «Acredita-se que aqui foi uma sinagoga. Hoje é um espaça museológico com esse nome. Entremos», convida Carolino. Após pequena conversa com a funcionária da Sinagoga, iniciamos a descoberta deste museu dedicado ao judaísmo. «Aqui temos uma breve história dos judeus em Castelo de Vide e algumas peças deste povo: mezuzá, torah. Depois de sinagoga, o edifício foi uma casa de habitação e decidiu-se manter esta chaminé como memória dessa utilização». A habitação seguinte é escura com inúmeros nomes escritos na parede. No tecto e no chão, uma estrela de David. «Este é o espaço que presta homenagem às vítimas da inquisição. No rés-do-chão, temos um tecto decorado com chocalhos. Podemos puxar o cordel e aproximamo-nos daquilo que é a aleluia na Páscoa. O chão de vidro na sala seguinte para revelar os celeiros e a banheira para o banho das mulheres após o período menstrual. As mulheres vinham em grupo e saiam em grupo para não se saber qual estaria nesse período».

A Fonte da Vila

Fechamos a porta da Sinagoga. Retomamos a descida da Rua da Fonte. Ouve-se correr a água, trazendo alguma frescura ao dia. «Na sinagoga disse-lhe que a partir de 1498 o culto deixou de se fazer no tabernáculo de costas. Nesta data a comunidade judaica mundial decidiu que o culto ia passar a fazer-se num espaço aberto debaixo de uma cúpula suportada por seis colunas». Suspendemos a conversa. Estamos junto à Fonte da Vila, monumento emblemático com as características que Carolino acaba de descrever: uma cúpula suportada por seis colunas. «Mas já não eram judeus. Eram cristãos-novos e para disfarçar utilizaram o elemento fonte, água, para dissimular este novo espaço de culto. No cimo há uma tulipa suportada por duas crianças. A caldeirinha do cimo, estava sempre cheia de água. Diz-se ainda hoje que tem de se encher a caldeirinha para que a tulipa nunca murche». Com esta metáfora de tempos pretéritos, os judeus tentaram transmitir a sua cultura às gerações futuras. Hoje em Castelo de Vide, o judaísmo é alvo de estudo e um atractivo turístico, um dos motores da economia local.

"A interminável fila dos livros escolares"

Comentário da Semana (retirado www.sal.pt - a visitar!)

"Há cerca de 25 anos atrás, Portugal era um país diferente e por esta altura do ano lá estava o meu pai e eu na fila da livraria a comprar os internamente esgotados livros escolares. Hoje passei pela mesma livraria e a fila era a mesma. Eu e o meu pai não estavamos lá, mas provavelmente estaria um ou outro pai, que era filho naquela altura. Nada mudou ! Mentira, os preços mudaram e muito. As notícias contam que um livro escolar chega ao público por 5 a 6 vezes mais do seu custo de produção. Não são romances, nem histórias da carochinha. São livros de estudo, livros da escola, ferramentas essenciais ao ensino. O tal ensino universal, gratuito e obrigatório. A mudança impõe-se. A reforma é simples, ameaçando e devendo destruir uma cadeia de negócio absolutamente intolerável. Os autores dos livros escolares devem ter os seus direitos e remunerações garantidos pelo Estado, com o dinheiro dos nossos impostos sim ! Devem ser escrutinados em concurso público, devem ser bem pagos e premiados os trabalhos de excelência. Quanto aos conteúdos devem ter direitos completamente livres, estarem disponíveis em formatos digitais em plataformas web do governo, podendo ser descarregados para os computadores dos alunos e das escolas. Os livros que forem essenciais serem impressos que o sejam sobre controlo apertado do estado, recompensando de forma justa as gráficas vencedoras, atribuindo margens comerciais definidas. A cadeia de distribuição e venda seja exclusiva das escolas, responsabilizando os seus reponsáveis pelos modelos de recuperação e reutilização de livros usados. Utilizar papel que tenha as mais altas capacidades de poupança de energia e de recursos e que seja o mais leve possível aliviando o carrego dos condenados alunos a provas de trabalhos forçados. E por fim uma medida da mais elementar justiça: O fim dos TPC (trabalhos para casa). Todo o trabalho deve ser feito na escola. Fora dela o tempo é de outras actividades, de desporto, de lazer, da família, de não fazer nada, de pensar. Pode parecer utopia, mas com estas medidas acabaria a tal interminável fila e os orçamentos familiares estariam muito aliviados. Esta foi a minha acção de campanha eleitoral. E foi única !"

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O regresso à alimentação em tempo de aulas

Outro artigo que achei deveras muito interessante!
Paula Veloso 2009-09-02

É preciso ser firme e impor regras na alimentação tal como se faz em relação a qualquer outra área da educação dos filhos. A educação alimentar deve fazer parte integrante da formação de qualquer indivíduo e os pais nisso têm um papel crucial.


Setembro é o mês das "rentrées" praticamente em todas as áreas: na política, nos tribunais, no trabalho e também na escola. Todos nós, durante o período de férias, tivemos oportunidade de reparar como, em cada ano que passa, o excesso de peso e a obesidade atingem um maior número de pessoas. Eu fui duas vezes à praia e, achava eu, devido à minha formação ou deformação profissional, saltou-me à vista um número incontável de crianças e adultos obesos. Mas dois grupos de amigos (insuspeitos) que me visitaram após terem passado alguns dias no Algarve vinham atónitos não só com o número de pessoas gordas mas sobretudo com o grau de obesidade das mesmas, que em muitos casos apresentavam já dificuldade em sentar-se em cadeiras normais. Muitas vezes é a família inteira, em que as crianças estão obviamente incluídas. Se é certo que a tendência para se engordar se herda, também não é menos verdade que se herdam sobretudo os hábitos alimentares da família. Porque, como tenho frisado várias vezes, não são os genes que provocam o aumento de peso mas um balanço energético positivo, o que é o mesmo que dizer que só engordamos se comermos mais calorias do que aquelas que o nosso organismo precisa. Por isso, em países onde os alimentos escasseiam não há gordos, pese embora muitos dessas pessoas possuam certamente tais genes na sua constituição física. E se os mais velhos fizerem um exercício de memória de 20, 30 ou mais anos, terão dificuldade em lembrar-se de muitas pessoas obesas nas suas relações de amizade... Na realidade, só há pouco tempo a OMS declarou a obesidade como uma epidemia (do século XXI) e só agora muitos investigadores professam que esta poderá ser a primeira geração a morrer antes dos pais. Como mãe, mas sobretudo como educadora e cidadã, compete-me alertar educadores, pais, Estado, empresas e sociedade em geral para as consequências a breve ou médio prazo dos erros que estão agora a ser cometidos. Daí, mais este artigo, porque penso que nunca é de mais lembrá-lo.


Muitas medidas estão a ser tomadas a nível governamental para corrigir a alimentação das crianças durante o período em que estão na escola, até porque muitas crianças fazem a maior parte das refeições no espaço escolar ou nos cafés e restaurantes que as circundam. No entanto, se não houver colaboração da família na mudança de atitude e dos hábitos alimentares da família, não será possível evitar que as crianças engordem ou percam peso quando disso necessitam. É preciso ser firme e impor regras na alimentação tal como se faz em relação a qualquer outra área da educação dos filhos. Tal como o dinheiro muitas vezes não é suficiente para satisfazer exigências ou caprichos para uma nova consola ou um telemóvel de terceira geração, também o dinheiro não consegue comprar a saúde ou a vida. Por isso, a educação alimentar deve fazer parte integrante da formação de qualquer indivíduo e os pais nisso têm um papel crucial.


Cada vez mais preocupada com a situação, aqui deixo algumas sugestões como um pequeno contributo para ajudar a travar este flagelo crescente que é a obesidade infantil:


- Insista na necessidade de tomar o pequeno-almoço que inclua lacticínios, pão, cereais ou equivalente e, se possível, fruta. Omitir o pequeno-almoço aumenta o desejo de alimentos mais calóricos durante o dia bem como impede a ingestão recomendada dos nutrientes indispensáveis.


- Se a criança não tem fome logo ao acordar - muitas vezes é a pressão da saída e não falta de fome - obrigue-a a levar pão com queijo ou fiambre ou bolachas sem açúcar, uma banana, um queijinho, um pacote de leite, um iogurte líquido ou um sumo de 100% fruta, para comer durante o trajecto para a escola.


- Como merenda da manhã, algo semelhante ou 20-30g de frutos secos (nozes, avelãs, amendoins, etc.), um iogurte ou um pacotinho de leite.


- As refeições "principais", almoço e jantar, deverão iniciar-se com um prato de sopa de legumes e incluir fruta, sobretudo se não a comem entre elas. Quando a criança tem muito apetite ou não gosta de fruta, dê-lha a seguir à sopa, antes do prato principal ou como acompanhamento do mesmo.


- O lanche deverá ser semelhante ao pequeno-almoço e o segundo lanche, sempre que o intervalo entre o primeiro e o jantar for superior a quatro horas, um pouco mais pequeno como um iogurte com meia peça de fruta ou 3 colheres de cereais, por exemplo.


- A água é a bebida que devem encontrar no frigorífico na generalidade dos dias. O leite também, mas só deve ser consumido nas refeições referidas e nunca como água, para matar a sede.


- Não proíba nenhum alimento. Ofereça os que sabe serem menos saudáveis apenas ao fim-de-semana, com parcimónia.


- Icentive a prática de exercício físico (jogar a bola, andar de skate ou patins, saltar a corda, nadar, dançar, etc., etc.) pelo menos trinta minutos por dia.


- E não se esqueça que quer as compras quer as refeições à mesa ou fora dela quer a actividade física dependem sobretudo dos pais e do seu exemplo!



PS - a imagem não faz parte do artigo... e é apenas exemplificativa... não tenho nada contra hamburgures (desde que não sejam cobertos de molhos e acompanhados de fries e refrigerantes...) :) Tal como a Paula Veloso diz no artigo, não se deve proibir nenhum alimento :)

Infantários exigem declarações médicas "inúteis"

Este artigo pareceu-me deveras interessante... não só por já me ter acontecido o mesmo, por duas vezes, mas também por achar que deve ser divulgado!
O ano passado a minha filhota esteve com uma infecção na boca (tipo febre aftosa) e uma gastroenterite, que facilmente resolvi ao telefone com a Pediatra, tendo esta, inclusivé, dito que não haveria necessidade de a ver pessoalmente. Não obstante ,tive que lhe pedir que me passasse uma declaração para apresentar no colégio.

Não só este decreto caquético obriga os pais a deslocarem-se aos centros de saude ou hospitais, havendo todos os perigos inerentes (propagação da doença a outras crianças ou mesmo trazer uma nova doença), ou pagarem uma consulta privada, só para terem acesso à dita declaração para entregar no infantário. Já para não falar no tempo dispendido e as faltas no trabalho!

Eu tenho a sorte de ter uma pediatra (privado) que me facilita a vida e que me passa as ditas declarações, tendo fé na minha palavra, e eu só tenho de as ir buscar... mas vejo amigas minhas que não têm essa sorte e lá vão elas com os miudos para os Hospitais... enfim...


Lusa / EDUCARE 2009-09-14

A Sociedade Portuguesa de Pediatria diz que as declarações médicas exigidas pelos infantários no início de cada ano escolar são "inúteis" e deviam ser abolidas, assim como a obrigatoriedade de mostrar o boletim de vacinas.

Além destes atestados e declarações, muitos estabelecimentos de ensino pedem aos pais documentos médicos para certificar a ausência de doença, sempre que as crianças faltam, e fazem depender deles o reingresso.

"Claro que somos contra a presença de crianças doentes nos infantários, sempre que a doença interfira na sua actividade normal ou a instituição não possua os meios para vigiar a situação, sempre que a doença seja de evicção obrigatória ou constitua risco elevado de contágio", afirmou à agência Lusa, numa resposta escrita, o presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), Luís Januário.O pediatra explicou que, na maioria das situações, "a relação de confiança e a responsabilidade" dos pais e dos educadores "chegam para determinar quando uma criança se encontra em condições de frequentar a instituição e quando não está"."Muitas das situações banais de doença aguda infecciosa da infância são benignas, autolimitadas e não necessitam de observação médica.

Os pais e educadores sabem distinguir os sinais de risco e, na dúvida, recorrer aos médicos ou à Linha de Saúde 24", acrescentou.Luís Januário considerou "lamentável" os pais terem de "desperdiçar tempo e recursos" para obter certidões médicas que, na prática, acabam por ser inúteis, segundo a SPP.No ano passado, a SPP manifestou-se contra a exigência generalizada, por parte de creches e infantários, de declarações - onde se faz depender a inscrição - da "inexistência de doenças infecto-contagiosas".Os infantários exigem as declarações médicas ao abrigo de um decreto-lei com três décadas - Decreto-Lei n.º 542/79, de 31 de Dezembro - que o Ministério da Educação anunciou no ano passado pretender alterar, mas no início deste ano lectivo a situação manteve-se.

"A SPP apela à Direcção-Geral da Saúde e ao Ministério da Educação para desfazer equívocos nesta área, cumprir as promessas de há um ano e adequar a legislação e as práticas das instituições aos interesses de saúde das crianças e das famílias", afirmou o presidente da Sociedade de Pediatria.Os infantários e escolas exigem também, no acto de inscrição, a apresentação do boletim de vacinas, para assim comprovarem se a criança tem as tomas em dia.No entanto, a vacinação não é obrigatória em Portugal, sendo uma opção dos pais ou de quem é responsável pelas crianças.


As eleições

Comentário de Cartaz do PSD na imprensa espanhola (achei uma piada....):

«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»
Jordi Joan, La Vanguardia

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Querem adivinhar?

Estou de rastos... o fim de semana foi excelente... adivinhem lá onde fui??

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ikeahacker... parece-me bem!

Descobri este site que é um fonte belissíma de inspiração para quem gosta de pegar em coisas e transformá-las, e ainda por cima, tendo como base materiais bem em conta, como é o caso do Ikea.


Vejam este exemplo:

Não é um mimo?

Uma cozinha para os miúdos brincarem...

Estou a precisar de rapidamente criar algo... ando cansada, confusa e perdida... ando sobretudo com falta de inspiração e pior, motivação...



Esta cozinha parece-me um mimo e estou com "coragem" para me iniciar na criação de algo parecido... é muito sedutora uma vez que utiliza móveis do ikea, transformados com bastante criatividade...

Fonte: http://www.ohdeedoh.com/ohdeedoh/look/look-another-fantastic-diy-play-kitchen-067671