Porra!
Há dias da treta e também semanas da treta, meses da "jorda"... enfim!
Nunca se sentiram bolas de pingue pongue sem opção? Sem opção de pararem e de mandarem um belissímo grito.
Estória n.º 1 - a guia de tratamentos
Estes últimos dias estive bastante doente com uma amigdalite. Estive em casa e sinceramente, desta vez (sim, já tive inúmeras amigdalites) foi a pior delas todas. Febre altissíma, dores no corpo, principalmente nas articulações, vómitos, enfim. Terrível! A médica que me consultou disse-me logo que teria de levar umas injecções de penicilina, tomar antibiótico, mais um medicamento para a febre e ainda mais be-nu-ron. Eu estava tão cansada, que até sorrir quando ela disse que tinha de levar penicilina! E estou a falar a sério... saí de lá contente, já a ver a luz ao fundo do túnel. Ausentei-me do Hospital por uns míseros minutos para comprar as injecções quando regressei a enfermeira não me queria dar a injecção pois eu não tinha a guia de tratamento que a médica me deveria ter passado. Como se eu tivesse a obrigação de me LEMBRAR de lha pedir! Bom, a médica (azar) já tinha saído... com poucas forças para discutir, falei com a recepcionista e pedi-lhe que mostrasse à enfermeira a ficha da minha pessoa, com a esperança que fizesse sentido àquela cabecinha... que eu estava doente e que precisava mesmo da pica!
A enfermeira, simpatiquissíma, novissíma também e até tinha um piercing brilhante no dente - achei o máximo - lá me deu a primeira dose - bolas!
Encaroçou... ficou negro e doi para caraças quando me sento! Mas pronto já está... curioso nunca ter acontecido, numas boas dezenas que já tive de levar!
Moral: para a próxima quando for a uma consulta pergunto à médica se ela não se está a esquecer de mais nada... assim, sempre sou considerada uma otária pela médica, mas pode ser que ela se lembre que efectivamente se esqueceu de alguma coisa.
Estória n.º 2 - o banho
Sábado sentia-me ligeiramente melhor e quando consegui ter uns minutos livres (o marido não estava por casa e os meninos já dormiam a sesta), resolvi ir tomar uma banhoca! Ora aí está... não se deve pensar... faltou a água. Adiei... Domingo, à tarde, vou para o banho, começo o duche com água a ferver, bem quente e comeco a depilação. O vapor a aumentar, a água a jorrar. Que bem que estava a saber. Passo ao cabelo, um champoo novo, bem cheiroso e pelos visto fazia espuma que se fartava!
No momento em que ligo a água para enxaguar o cabelo, nada! Nada? Nada! Não havia água.
Olhei para cima, não sei se para Deus se para o chuveiro e pensei: porquê?
Bom, sorte! O marido estava em casa e afinal só não tinhamos água no chuveiro (dahhhh) e lá consegui com pucaros e alguidares lavar o cabelo.
Brrrrr que frio! Nada melhor para a amigdalite!
Estória n.º 3 - segunda-feira, que disposição
SMAS - Almada
Conversa:
- Bom dia! Queria reportar que não tenho pressão de água suficiente em casa e não consigo tomar banho.
De imediato, fui interrompida pelo senhor do piquete que me disse:
- Desculpe? Mas como é que o problema pode ser do contador se eu tenho pressão em toda a casa, excepto na casa de banho?
- Então o problema não é nosso, tem de chamar um canalizador a sua casa. Deve ser problema da canalização.
(OK, até posso engolir esta)
- Mas… eu tenho pouco pressão de água e o esquentador não arranca quando ligo a água quente na casa de banho. E no Sábado faltou a água e foi a partir dai que aconteceu isto.
- O problema é do contador. Areias. Está mesmo visto.
- ALTO LÁ… ainda à pouco disse que era da torneira de água quente!
Uhmmm... agradeci como pude (sorriso amarelo) e desliguei.
Moral: Episódios destes podem ter repercussões graves, sobretudo em pessoas que ainda estão fragilizadas por alguma doença e que afinal de contas só queriam tomar um banho quente.
Estória n.º 3 - segunda-feira, que disposição - parte II
Ligo para o Hospital da Força Área para marcar uma consulta de Otorrino.
Conversa:
- Bom dia. Gostava de agendar uma consulta de Otorrino.
- Qual o seu número?
- O meu número? ah.. ok, é o seguinte: blábla
- Não tenho consultas disponíveis.
- Ah... desculpe? Como assim?
- Tenho aqui um médico que está na reserva e ainda não nos disse se quer continuar a atener doentes ou não. E a outra médica tem tudo cheio até Março.
- E então como é que faço? Deixo o meu contacto e vocês quando tiverem novas datas ligam-me? (que inocência da minha parte, não é?)
- Não... a senhora vai ligando, uma vez por semana é suficiente, e logo vemos.
PS - um à parte importante... eu já tinha ligado em Janeiro, meados do mês e a conversa foi a mesma.
Moral: não há lição que eu consiga tirar daqui!